quinta-feira, maio 26, 2022

Jipeiros rodam mais de 4 mil quilômetros para participar de Transcatarina

Mariana Salles

De 26 a 30 de outubro de 2021, será realizado o 13º Transcatarina, um evento off-road que percorre as mais diversas paisagens do estado de Santa Catarina. O evento, de alto nível, reune praticantes de passeio, trilhões, campistas e os melhores competidores de regularidade do Brasil em uma prova altamente técnica e com muitos desafios. Este ano, espera-se cerca de mil participantes vindos de 12 estados brasileiros.

O pato-branquense Paulo Bortot, que mora em Minas Gerais há 40 anos, é uma dessas pessoas que percorreu milhares de quilômetros para fazer parte da prova. Ele e mais 10 amigos do Jeep Clube de Ubá – MG, cidade onde reside, estão percorrendo cerca de 4 mil quilômetros entre ida e volta para cumprir com esse desafio.

A largada será quarta-feira (27), em Fraiburgo, e o trajeto, que envolve 400 quilômetros de trilhas, termina em Tubarão. Os jipeiros vão percorrer 100 quilômetros por dia em um percurso desafiador, quando suas habilidades serão testadas.

Paulo diz que há mais de 40 anos tem como hobby os jipes. “Eu morava na roça e ele [jipe] era necessário”. Ao mudar para Minas, foi um dos fundadores do Jeep Clube de Ubá, que existe há 30 anos e é um dos mais antigos do estado. “Participamos de muitas provas na nossa região, já fui campeão mineiro de jeep cross. Como sou de Pato Branco, aproveitei a oportunidade de passa por aqui, visitar a minha família, o bairro Bortot, e trazer a turma para sentir como é um evento grande, um dos mais conhecidos do nosso país. Até para a gente chegar lá e divulgar, para mais pessoas virem nas próximas edições”.

O Jeep Clube de Ubá é a única equipe de Minas Gerais nessa prova que, de trilha, atoleiro, estrada de chão, terá esses 400 quilômetros. Eles escolheram participar na categoria “Acampamento”, ou seja, quando entrarem nas trilhas não sairão mais. “Vamos dormir acampados, no meio do mato. Acreditamos que vai ser bem legal”, comemora.

O jipeiro conta que, para participar, a Federação Brasileira de Automobilismo fiscaliza todos os carros para saber se estão aptos a participarem da prova, com pneus próprios, guincho, tala e outras questões de segurança.

O pato-branquense radicado em Minas diz que é muito gostoso participar de um rally dessa categoria. “Com certeza vai ter muita emoção. Consideramos as trilhas boas quando são muito difíceis, que poucos pilotos conseguem completar. As vezes a gente entra em uma trilha achando que vai terminar em um dia e passa dois, três, o carro quebra, mas a emoção é essa: o obstáculo. A adrenalina vai a mil, e isso que é o gostoso, não saber o que vai acontecer”, esclarece.

Paulo e seus amigos aproveitaram a passagem pela região Sudoeste para fazer trilhas, claro. Na companhia de jipeiros da cidade foram percorrer as cachoeiras da região.

Ultimas Notícias